existência

Grimmia pulvinata
Criptógama “Grimmia pulvinata”, um musgo. Foto: Michael Becker

O mais desvalioso, o mais tíbio aspecto particularíssimo de uma existência, exige uma existência inteira. Em torno da criptógama¹ mais rudimentar arma-se uma biblioteca.

— Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, Civilização

¹ Criptógamas são plantas (no sentido abrangente) que não produzem sementes, flores ou frutos e que se reproduzem por meio de esporos.

favela

favela
flores de Cnidoscolus phyllacanthus. Foto: João Medeiros

As favelas, anônimas ainda na ciência — ignoradas dos sábios, conhecidas demais pelos tabaréus – talvez um futuro gênero cauterium das leguminosas, têm, nas folhas de células alongadas em vilosidades, notáveis aprestos de condensação, absorção e defesa.

Euclides da Cunha, Os Sertões, A Terra, IV. A pequena cidade de Canudos ou Belo Monte (Bahia) foi construída junto a alguns morros, um desses era o Morro da Favela, batizado assim em razão de um tipo de planta predominante na região, a Cnidoscolus quercifolius (chamada popularmente de favela). Segundo Ataliba Nogueira, em António Conselheiro e Canudos, p. 211, a favela foi empregada no curtume e deu nome ao “Morro da Favela”.