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Flávio de Barros, “Mulheres e crianças, prisioneiras da guerra”
“Mulheres e crianças, prisioneiras da guerra”, Canudos, Bahia, 1897. Foto: Flávio de Barros

Mulheres aprisionadas na ocasião em que os maridos caíam mortos na refrega e a prole espavorida desaparecia na fuga, aqui têm chegado — numa transição brusca do lar mais ou menos feliz para uma praça de guerra, perdendo tudo numa hora — e não lhes diviso no olhar o mais leve espanto e em algumas mesmo o rosto bronzeado de linhas firmes e iluminado por um olhar de altivez estranha e quase ameaçadora.

— Euclides da Cunha, Canudos: diário de uma expedição, XXVI, 26 de setembro de 1897