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loucura

Henry Maudsley

Psiquiatra inglês Henry Maudsley em 1881. Foto: G. Jerrard

Trouxeram depois para o litoral, onde deliravam multidões em festa, aquele crânio [de Antônio Conselheiro]. Que a ciência dissesse a última palavra. Ali estavam, no relevo de circunvoluções expressivas, as linhas essenciais do crime e da loucura…

Duas linhas
É que ainda não existe um Maudsley para as loucuras e os crimes das nacionalidades…

— Euclides da Cunha, Os Sertões, A Luta, Últimos Dias, VI e VII

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Plácido de Castro

Plácido de Castro

Gravura de José Plácido de Castro, publicada em A Pátria Brazileira, de Virgílio Cardoso de Oliveira (1903)

[Plácido de Castro] era uma alma desassombrada e heroica. Tinha talvez muitos defeitos. Mas não se pode negar excepcional valor a quem, de fato, dilatou o cenário de nossa história.

— Euclides da Cunha em carta a Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1908

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urbanização

Avenida Central na altura da Rua do Ouvidor

Avenida Central na altura da Rua do Ouvidor, com rua Miguel Couto, Rio de Janeiro, c. 1906. Foto: Marc Ferrez, Coleção Gilberto Ferrez, Acervo Instituto Moreira Salles

A vida entre nós, como já to disse noutra carta, mudou. Há um delírio de automóveis, de carros, de corsos, de banquetes, de recepções, de conferências, que me perturba — ou que me atrapalha, no meu ursismo incurável. Dá vontade da gente representar a ridícula comédia da virtude, de Catão, saindo por estas ruas de sapatos rotos, camisa em fiapos e cabelos despenteados. Que saudades da antiga simplicidade brasileira… (Mas isto é um desabafo réles, de sujeito que nunca resolveu o problema complicado de um laço de gravata!…). Adiante.

— Carta de Euclides da Cunha a Domício da Gama, Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1907.